Se você tem empresa no Simples, Lucro Presumido ou Lucro Real, entender quanto custa contabilidade por mês ajuda a evitar multas e pagar tributos corretamente. O valor varia conforme regime, faturamento e rotinas (folha, fiscal e obrigações). Além disso, muda quando há funcionários, NF-e e exigências da Receita Federal.
Quanto custa contabilidade por mês: o que muda por regime e faturamento
O custo mensal de contabilidade depende do seu regime tributário e do volume de rotinas que a empresa gera. Na prática, o preço sobe quando há mais notas fiscais, funcionários, obrigações acessórias e necessidade de planejamento tributário.
Além disso, o “barato” pode sair caro quando o serviço não cobre entregas essenciais à Receita Federal, ao eSocial e ao Ministério do Trabalho (MTE). Portanto, a simulação deve considerar escopo, não só mensalidade.
Faixas de preço (referência de mercado) e por que variam
Não existe tabela oficial única para honorários contábeis. Mesmo assim, o mercado costuma precificar por complexidade operacional e risco fiscal, e não apenas por faturamento.
- MEI: em geral, custo menor quando não há folha e a rotina é simples.
- Simples Nacional: tende a variar conforme quantidade de NF, anexos e pró-labore/folha.
- Lucro Presumido: normalmente exige mais apurações e obrigações do que o Simples.
- Lucro Real: costuma ser o mais caro por controles, conciliações e exigências de escrituração.
Como simular o valor mensal da contabilidade em 5 passos (sem errar o escopo)
Para simular corretamente, você precisa transformar sua operação em “itens contábeis” mensais. Dessa forma, você compara propostas com o mesmo escopo e evita surpresas por serviços cobrados à parte.
A seguir vai um passo a passo prático, usado em diagnósticos de assessoria contábil e tributária para empresas de comércio, indústria e prestadores de serviços.
1) Defina o regime tributário atual (ou o provável)
O regime define obrigações, forma de apuração e nível de controle. Por exemplo, Simples Nacional costuma concentrar tributos no DAS, enquanto Lucro Presumido e Real exigem rotinas fiscais e contábeis mais extensas.
Segundo o CGSN e a Receita Federal, conforme a Lei Complementar nº 123/2006, art. 12, o Simples Nacional é um regime compartilhado de arrecadação e fiscalização aplicável a microempresas e empresas de pequeno porte. Portanto, a escolha do regime impacta diretamente o “pacote contábil” necessário.
2) Liste o faturamento e a quantidade de notas fiscais por mês
Faturamento e número de documentos fiscais não são a mesma coisa. Uma empresa pode faturar pouco e emitir muitas notas, o que aumenta trabalho de importação, conferência e apuração de impostos.
Na prática, contabilidade para comércio com alto volume de NF-e costuma demandar mais tempo do que um prestador de serviços com poucas NFS-e.
3) Mapeie folha de pagamento e rotinas do Departamento Pessoal
Funcionários, pró-labore, férias, rescisões e admissões elevam a carga mensal. Além disso, eventos periódicos e não periódicos no eSocial exigem consistência para evitar pendências.
Se a empresa tem 1 a 3 funcionários, o custo tende a ser menor do que em operações com turnos, adicionais e alta rotatividade. Aqui, Departamento Pessoal bem executado reduz risco trabalhista e retrabalho.
4) Verifique obrigações acessórias exigidas no seu cenário
Algumas obrigações são recorrentes e outras dependem do regime e do porte. O ponto crítico é: se a proposta não inclui a entrega, você pode pagar “por fora” ou ficar exposto a autuações.
- Simples Nacional: apuração/controle do DAS e rotinas correlatas.
- Lucro Presumido/Real: apurações mais detalhadas e escrituração contábil robusta.
- Folha: eventos no eSocial, guias e rotinas trabalhistas ligadas ao MTE.
- Financeiro: conciliação e organização, muitas vezes via BPO Financeiro.
5) Compare propostas pelo “escopo fechado” (e não só pela mensalidade)
Uma comparação técnica considera: o que está incluso, limites (ex.: número de notas), SLA de atendimento e responsabilidades. Consequentemente, você evita contratar um plano barato que não cobre o que sua empresa realmente precisa.
Se você quer previsibilidade, peça um orçamento com escopo fechado e itens adicionais precificados (por exemplo: abertura de filial, certificado digital, regularizações e parcelamentos).
Pró-labore é a remuneração paga ao sócio administrador pelo trabalho na empresa. Ele integra o salário-de-contribuição, conforme a Receita Federal e a Lei nº 8.212/1991, art. 28. Na prática, isso exige cálculo e recolhimento previdenciário adequados na folha. Ignorar o pró-labore pode gerar inconsistências e autuações em fiscalizações.
Simulação por regime: o que normalmente entra no pacote mensal
Uma simulação útil separa “contabilidade mensal” de “serviços eventuais”. Assim, você entende por que dois escritórios cobram valores diferentes para empresas com o mesmo faturamento.
Abaixo está um comparativo do que costuma compor o pacote, variando por regime e complexidade.
Use esta tabela para comparar propostas com o mesmo nível de entrega.
| Regime | Rotinas mensais mais comuns | Fatores que mais elevam o custo |
|---|---|---|
| MEI | Orientação de obrigações do MEI, organização básica e suporte pontual | Empregado do MEI, desenquadramento, regularizações e passivos |
| Simples Nacional | Apuração do DAS, conferência fiscal, pró-labore/folha e rotinas de fechamento | Muitas NF-e/NFS-e, anexos complexos, substituição tributária e folha maior |
| Lucro Presumido | Apurações periódicas, escrituração e relatórios, suporte tributário | Operações interestaduais, retenções, importação/exportação, folha e benefícios |
| Lucro Real | Conciliações detalhadas, controles, escrituração completa e apurações complexas | Alto volume de lançamentos, centros de custo, estoques, auditorias e compliance |
Exemplo prático: por que duas empresas “parecidas” pagam diferente
Considere duas empresas de serviços com faturamento mensal semelhante. A primeira emite 20 NFS-e e não tem funcionários; a segunda emite 200 NFS-e e tem 6 colaboradores. Mesmo com faturamento próximo, a segunda exige mais trabalho fiscal e de Departamento Pessoal, além de mais conferências e validações no eSocial.
Agora, pense em um comércio que vende em marketplace e emite NF-e em alto volume. Nesse cenário, a contabilidade precisa de integração, conferência de impostos e conciliações mais frequentes, e o custo mensal tende a subir.
O que costuma ser cobrado à parte (e como evitar surpresas)
Alguns serviços são eventuais e, por isso, não entram no valor mensal padrão. Você deve pedir uma lista de “extras” antes de assinar, para projetar o custo anual com segurança.
Além disso, vale alinhar o que é “rotina” e o que é “projeto”, principalmente em regularizações e mudanças de regime.
- Legalização de Empresa: abertura, alteração contratual, baixa, alvarás e registros.
- Certificado digital, procurações e cadastros em órgãos e prefeituras.
- Parcelamentos, defesas, notificações e atendimento a fiscalizações.
- Implantação de BPO Financeiro e organização de processos (conciliação, contas a pagar/receber).
Checklist para contratar com segurança
Antes de fechar, peça respostas objetivas e documentadas. Dessa forma, você reduz risco operacional e melhora a previsibilidade de custos.
- Quantas notas fiscais estão incluídas no plano?
- Folha e eSocial estão incluídos? Quantos colaboradores?
- Há reuniões periódicas de assessoria contábil e tributária?
- Quais entregas são garantidas e em quais prazos?
- Quais serviços são cobrados à parte e com qual valor?
Como a assevam.com.br ajuda a reduzir custo total (não só a mensalidade)
A melhor escolha não é apenas “pagar menos”, e sim reduzir o custo total entre impostos, retrabalho e riscos. Por isso, uma contabilidade bem estruturada combina execução mensal com orientação tributária e controles financeiros.
A assevam.com.br atua com Contabilidade, Legalização de Empresa, Assessoria Contábil e Tributária, BPO Financeiro e Departamento Pessoal. Assim, o cliente não precisa “remendar” o backoffice com vários fornecedores.
Quando faz sentido pedir uma simulação personalizada
Peça simulação se você está mudando de regime, contratando funcionários, migrando para ERP, entrando em marketplace ou abrindo nova unidade. Nesses casos, o custo mensal pode mudar rapidamente, e o planejamento evita sustos.
Além disso, se você já teve notificações ou divergências em declarações, uma revisão técnica ajuda a ajustar processos e reduzir exposição perante a Receita Federal.
Perguntas Frequentes
Contabilidade para Simples Nacional é sempre mais barata?
Geralmente é mais simples do que Lucro Presumido ou Real, mas não é regra. Se houver muitas notas, substituição tributária, folha grande e rotinas complexas, o custo mensal pode se aproximar de regimes mais avançados.
O que devo enviar todo mês para a contabilidade?
Normalmente: notas emitidas e recebidas, extratos, movimentações bancárias, despesas, folha (se houver) e informações de vendas. Quanto mais organizado, menor o retrabalho e maior a chance de um preço estável.
MEI precisa de contador mensalmente?
Nem sempre, mas pode ser útil em casos de empregado, desenquadramento, emissão de notas e organização financeira. Se o MEI está crescendo, uma orientação evita migração mal planejada e custos tributários desnecessários.
O que acontece se eu atrasar obrigações ou enviar documentos incompletos?
Você pode gerar guias erradas, inconsistências e atrasos em entregas, com risco de multas e pendências. Além disso, a regularização costuma custar mais do que manter a rotina em dia.
Posso trocar de contador no meio do ano?
Sim, mas é essencial fazer transição com checklist de entregas, procurações e arquivos. Uma passagem mal feita pode deixar lacunas em obrigações e conciliações, afetando impostos e a escrituração.
Revisado pela equipe técnica de assevam.com.br.
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Referências Legais e Normativas
- Lei Complementar nº 123/2006 (Simples Nacional) — Planalto
- Lei nº 8.212/1991 (Custeio da Previdência Social) — Planalto



